Cadernos de a
COLE

O
Diversidades
e Trabalho
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Ao longo de sua histria, o Brasil tem enfrentado o problema da excluso social que
gerou grande impacto nos sistemas educacionais. Hoje, milhes de brasileiros ainda
no se beneficiam do ingresso e da permanncia na escola, ou seja, no tm acesso a um
sistema de educao que os acolha.
Educao de qualidade  um direito de todos os cidados e dever do Estado; garantir o
exerccio desse direito  um desafio que impe decises inovadoras.
Para enfrentar esse desafio, o Ministrio da Educao criou a Secretaria de Educao
Continuada, Alfabetizao e Diversidade  Secad, cuja tarefa  criar as estruturas necessrias
para formular, implementar, fomentar e avaliar as polticas pblicas voltadas para os grupos
tradicionalmente excludos de seus direitos, como as pessoas com 15 anos ou mais que no
completaram o Ensino Fundamental.
Efetivar o direito  educao dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliao da oferta
de vagas nos sistemas pblicos de ensino.  necessrio que o ensino seja adequado aos que
ingressam na escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade,
valorizando e respeitando as experincias e os conhecimentos dos alunos.
Com esse intuito, a Secad apresenta os Cadernos de EJA: materiais pedaggicos para o
1. e o 2. segmentos do ensino fundamental de jovens e adultos. Trabalho ser o tema da
abordagem dos cadernos, pela importncia que tem no cotidiano dos alunos.
A coleo  composta de 27 cadernos: 13 para o aluno, 13 para o professor e um com
a concepo metodolgica e pedaggica do material. O caderno do aluno  uma coletnea
de textos de diferentes gneros e diversas fontes; o do professor  um catlogo de atividades,
com sugestes para o trabalho com esses textos.
A Secad no espera que este material seja o nico utilizado nas salas de aula. Ao contrrio,
com ele busca ampliar o rol do que pode ser selecionado pelo educador, incentivando
a articulao e a integrao das diversas reas do conhecimento.
Bom trabalho!
Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad/MEC
Apresentao
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Sumrio
TEXTO Subtema
1. Negros de f Religies e costumes 6
2. Depoimentos de escravos brasileiros A luta dos negros 8
3. Caipira picando fumo Diversidades regionais 13
4. Sobre os velhos Maturidade social 14
5. Trabalhadores do mundo Miscigenao 16
6. A gravata Crtica social 19
7. Japoneses na Amaznia Trabalhadores 20
8. Quantos morros Cultura suburbana 22
9. Operrios a luta dos negros 25
10. O gafanhoto Ambiente de trabalho 26
11. The Amish Identidade nacional 28
12. Os quilombos Ambiente de trabalho 30
13. Diversity ndios do Brasil 33
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14. O outro Brasil que vem aImigrao e culinria 34
15. Quanto mais misturado melhor Direitos civis 37
16. Na cidade as pessoas no se respeitam Origens dos trabalhadores 38
17. Desfile de saboresndios do Brasil 39
18. Estatudo do idoso 42
19. Merica Olhos da alma 46
20. A terra do homem Arte culinria 48
21. Irmos da florestaArte culinria 50
22. Estudante cego realiza mostra fotogrficaArte culinria 58
23. O prato dos sbados Arte culinria 61
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Os rituais tpicos dos sincretismos
religiosos maranhenses utilizam
roupas e ritos diferentes dos
usados por outras comunidades
neo-africanas brasileiras.
Diversidade tnica e cultural
TEXTO 1
 Diversidades e Trabalho 6
NEGROS
DEF Na sua maioria originrios do Daom,
os negros de So Lus formam uma
especialssima comunidade com seus
rituais profanos e religiosos
Fotos: Mrcio Vasconcelos
ENSAIO:
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O socilogo francs
Roger Bastide notou
a diferena entre os
costumes daometanos
dos negros maranhenses
e os dos demais grupos
negros do pas.
O escritor Cmara Cascudo atribui vrios ritos do
Maranho  presena de membros da famlia Real
do Daom entre os escravizados naquele Estado.
Diversidades e Trabalho  7
As fotos de Mrcio Vasconcelos captam
vestgios de momentos sagrados,
cuja religio  a prpria tradio
africana no Maranho. So registros de
uma ressonncia forte, presente em manifestaes
da cultura popular maranhense
que atravessam os sculos. O Estado com a
terceira maior populao negra do pas, s
vsperas da independncia do Brasil, possua
o mais alto percentual de escravos da
colnia. Hoje, so 610 comunidades negras
rurais, e uma populao quilombola de
aproximadamente 90.000 pessoas. O olhar
do fotgrafo busca instantes quase inapreensveis
de danas ou movimentos que
reverenciam o sagrado e o profano no tambor-
de-crioula, no bumba-meu-boi, na
Festa do Divino Esprito Santo, nos Reisados
e nos rituais em terreiros de candombl
e mina. As fotos sugerem parte da explicao
para a frase do socilogo francs
Roger Bastide, na dcada de 1970: So
Lus  uma ilha de resistncia africana, mais
especificamente daometana. No ms de
junho, a capital do Maranho ecoa o rufar
de tambores e o estalar de matracas que
povoam o Estado o ano inteiro.
Flvia Regina  jornalista.
Mrcio Vasconcelos  fotgrafo profissional e h mais de uma
dcada registra as manifestaes da cultura popular do Maranho.
Nos ltimos anos, vem trabalhando junto  Associao das
Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Aconeruq).
Extrado da revista Caros Amigos, n. 87, ano 2004.
Flvia Regina
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Em julho de 1982, o estudante de histria
Fernando de Mello entrevistou
Mariano dos Santos, ex-escravo nascido
entre 1870 e 1880 que, alegre e gentilmente,
falou de seu passado. O depoimento
 muito importante, pois revela
que os escravos brasileiros tinham um
cdigo lingstico prprio, alm de preciosas
informaes para uma melhor compreenso
do escravismo colonial.
A luta dos negros
TEXTO 2
 Diversidades e Trabalho 8
O pas ainda no resgatou a dvida que os antigos ac
DEPOIMENTOS
DE ESCRAVOS BRASILEIROS
Foto: Acervo Iconografia
Descendentes de escravos no Morro
da Babilnia, Rio de Janeiro, 1910.
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Aqui est um pequeno trecho da entrevista:
E: Como era sua vida na fazenda, no
tempo da escravido?
M: Era trabaiando!! De cedo  noite. Era
no enxado, de cedo  noite. S largava de
noite. Comendo em cuia de purungo; em
cochinho de madeira. Racionado,
ainda! No era comida,
assim, como agora. Era os
poquino, os poquino. E o feitor
ali. Nis no tinha tempo
de descansar as cadera, nem
dez minuto que (como) agora.
E o feitor ali, com o bacaiau 
que agora dizem chicote ,
mas naquele tempo eles diziam
bacaiau.
E: Na hora do trabalho, um escravo
podia conversar com outro?
M: No!!!
E: S de noite?
M: S de noite e ainda poquino. Porque o
senhor v que a pessoa que bate (trabalha)
o dia todo, quando chega a noite, o
corpo t cansado.
E: E o feitor batia, sem mais nem menos?
M: Batia! E ali no tinha, no podia parar.
Ento,  o que eu conto: ranando raiz de
pinheiro, raiz de madeira, arando terra,
cultivando. E se fosse madeirinha fina,
cada madeira! Que agora s no serto que
tem. Cavina, ip, aquele pau-de-alho,
alequim, chifre-de-carnero, madeira que
prestasse, dava pra fazer
um cabo de machado...
No tinha o que no tivesse
naquele mato. O roador
que dissesse, hoje, eu
tiro doze e meia, no tirava.
No tirava nem a metade.
(...) Tirando duas,
trs por maada. Cortando
a madeirada dura  que
agora no tem pra qui 
tirava a metade de doze e
meia. Podia ser o roador que fosse! E
naquele tempo ningum trabaiava pra si.
Trabaiava s pra eles. Pros feitores, pros
chefes. (...) Trabaiava pra comida. Pra
comida que comia e era assim que se trabaiava.
(...)
M: E no tempo dos escravos, e depois dos
escravos, da escravido mesmo, inda passei
fome. Porque, depois da libertao,
Diversidades e Trabalho  9
os acumularam com os povos escravizados
Nis no tinha
tempo de descansar
as cadera nem dez
minuto, como
agora. E o feitor
ali, com o bacaiau
 que agora
dizem chicote
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nis samo. Samo sem nada  sem recurso,
s com a roupa do corpo. A depois da
libertao (...) com meus mais velhos, que
o do Pedrinho Segundo, a princesa Isabel,
teve esta caridade pro povo, samo. Nis
no tinha nada. Porque meus av, meu
pai, andava que nem passarinho, como
saiu no jornal.
E: Mas o feitor, o senhor,
eles no davam comida?
M: Davam mas era racionada.(...)
Era poquinha
coisa. Em cuia de purungo.
Em cocho de madeira.
E: Onde vocs dormiam?
M: Tinha uns paiolzinho
de dormir, cobertos com
foia (folha) de taquara,
chapim (talvez capim). No mais, cama de
madeira nis no podia trabai. Ningum
trabaiava pra si. Era s pra bia.
E: Moravam todos juntos, nos paiis?
M: Tudo um pertinho do outro. Um pertinho
do outro.
E: Homem, mulher, todos misturados?
M: Homem... No tinha apartamento. Porque,
a, ento,  que eu conto. E agora nis
tamo na glria.
E: Quando algum escravo ficava doente,
o que faziam? Chamavam mdico?
M: No tinha mdico!!! Naquele tempo
no tinha mdico.
E: Quem cuidava dos escravos?
M: Os pais davam remdio
do mato. De bugre (risada).
Porque o senhor v que bugre
no procurava casa, no
procurava remdio dos mdicos.
Depois da libertao que
foi trocando tudo de moda, 
que t vindo mdico para uma
coisa, pra outra (risada).
E: Os escravos tinham muita raiva do
feitor, do senhor?
M: Pois . Tinha, porque era sofrimento.
Tava passando fome, trabaiando diariamente,
os dia todinho. At pra com era
de p. No tinha descanso. Ento, e se ele
o feitor soubesse que qualquer um reclamou,
eles mandavam pegar, argemado e
amarrado no meio do terrero  que ls diziam
tronco... E ficava o dia, tivesse frio,
Texto 2 / A luta dos negros
 Diversidades e Trabalho 10
Tinha uns paiolzinho
de dormir,
cobertos com foia de
taquara, chapim.
() cama de
madeira nis no
podia trabai.
Ningum trabaiava
pra si. Era s
pra bia.
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tivesse garoa de vento do mar, sol. Ficavam
amarrado o dia todinho. E se no se aquebrantasse,
pousava (dormia), amarrado,
argemado, oco. Se garrava o mar (fugisse),
porque no agentava a judiaria  saa. E
vinham de tris, com a faca bem apontada,
furavam as solas dos ps. Ficava que a
mesma coisa que a pessoa t descala,
pisando numa touceira de espinho, tudo
aonde catuca aqueles espinhos di. Ento,
ficava com os ps patinhando...
E: Fugia muita gente?
M: No tinha. Porque eles iam de trs,
achavam.
E: Mas fugia?
M: Fugia. Agarravam o oco, ia pro mato,
deitava no mato. Porque era dura a luta.
O senhor v que no enxado, picareta,
arando o cho, rancando raiz de pinheiro,
raiz de maderada, destes tocos duros,
dia tudinho! Sem descanso! De cedo 
noite! No agenta... Mas como eu falei,
eles iam atrs. Traziam. Furavam, s veiz,
a sola dos ps com ponta de faca. O outro
castigo era a palmatria na mo, que ficava
quera um bolo inchado. E tinha que
trabai... Os que no agentavam mais de
idade eles pinchavam (colocavam) num
paiolzinho veio. Da, a comida era por
Diversidades e Trabalho  11
Em 13 de maio de 1888,
a Princesa Isabel assinou
a Lei urea que
concedeu liberdade
aos escravos.
Fotos: Acervo Iconografia
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semana. Se comesse tudo antes de entr
a outra semana... E reclamasse pra ver...
Porque eles faziam o que queriam.
E: O que eles faziam com os escravos
mais velhinhos?
M: Pois , como eu tava contando. O que
no agentava mais, o que ficava sem servintia,
eles pinchava num paiolzinho vio.
E a comida ia por semana.
(...)
E: O senhor teve, alguma vez, vontade
de fugir?
M: Eu apanhei, sim... Apanhei pouca vez.
Porque a gente que tem vergonha, e tem
capricho, toma um caro, uma vez ou
duas vez, uma surra, uma vez ou duas
vez, e ele no quer mais. A pessoa que
tem capricho. Porque  a mesma coisa que
nis pagamo um servio pra fazer. Nis
que temos vergonha, nis queremos ter o
que diz e no o que ouvi.  pra cumpri o
dever e pra ganhar (...)
E depois que a princesa Isabel com do
Pedrinho teve esta caridade, ento  que
eu digo que agora nis tamo na glria.
Tanto eu como todo o povo. Pois , como
eu expliquei, j hoje: quer ir numa festa,
vai; quer ir num passeio, vai; quer ir num
lugar, vai; se vier no dia, t bom; quer dormir
a hora que quer, dorme; quer levantar
cedo, levanta; se quer levantar mais tarde,
levanta; e se vai, se quer dar um passeio,
faz o que quer. Se vier no dia, t bo; a
hora que se alimenta; se quer var o dia
todo se alimentando, cabando, no tem
quem diga voc no coma ou voc no
divirta, ou no vai em tal lugar. Ento 
como eu digo, como eu falo: que tanto eu
como este povo novo, de agora, depois da
libertao, tamo na glria.
(...)
E  hoje que eu falo e at eu no gosto
quase de me alembr... Mas viu, pass,
pass! E eu at no gosto quase de me
alembr da judiaria.
(...)
O senhor Mariano estava internado no
Hospital Ernesto Gaernere de Curitiba
quando deu esta entrevista. Ele faleceu
dois meses depois.
Extrado do livro Depoimento de escravos brasileiros, de Mario Jos
Maestri Filho. So Paulo: cone, 1988. p. 26 a 39.
Texto 2 / A luta dos negros
 Diversidades e Trabalho 12
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Diversidades regionais
TEXTO 3
Quadro Caipira picando fumo, Jos Ferraz de Almeida Jnior. leo sobre tela,
202 x 141cm, 1893. Acervo da Pinacoteca do Estado. Almeida Jnior nasceu em Itu, SP,
em 1850 e morreu em 1899.
CAIPIRA PICANDO FUMO Jos Ferraz de Almeida Jnior
Diversidade e Trabalho  13
Foto/Acervo Iconographia
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Ana Miranda
As palavras ancio, velho, velhice so
bonitas, so um elogio, assim como
jovem, juventude. A pessoa velha
tambm  jovem. E  criana, conserva
dentro de si tudo o que viveu. Esse  o
encanto da velhice.  o tempo da plenitude.
Os velhos so pessoas sbias, que tm
muito a nos ensinar. Devemos retribuir com
venerao, respeito, amor. No aquele amor
bondoso e opressivo, aquela tirania que
inventa cuidados e temores que machucam.
Uma vez sa com minha nora e uma
Diversas idades
TEXTO 4
 Diversidades e Trabalho 14
SOBRE OS VELHOS
Foto: Ernesto Rodrigues / AE
O envelhecimento mdio brasileiro enriquecer a populao
Instituio religiosa
Santa Zita oferece aulas
de computao para
idosos. Na foto, professor
Estevo Berger, 75,
orienta a sra. Maria
de Jesus Fernandes
Arruda, 79.
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amiga sua, muito gentil, que me dava a mo
a cada meio-fio da rua, e me enchia de cuidados,
tantos que acabei tropeando. Como
escreveu Paulo Mendes Campos, libertemos
os velhos de nossa fatigante bondade.
A verdade  que gosto muito dos velhos.
Acho bonitas as marcas da vivncia, os cabelos
brancos, as pausas na fala de um velho,
seus silncios significativos, suas impacincias,
nossa fragilidade humana exposta, sua
experincia. Sempre gostei de pessoas experientes,
porque sempre gostei de aprender.
Desde menina procurei a companhia de pessoas
mais velhas. E hoje me sinto uma pessoa
to velha, to velha como se tivesse quinhentos
anos. E tenho, mesmo, porque
escrevi livros passados nos sculos 16, 17,
18, 19 e 20, e  como se eu tivesse realmente
vivido nesses tempos. Costumo brincar
com o poeta Marco Lucchesi dizendo que ele
 o meu nico amigo mais velho do que eu,
pois escreve sobre a origem do universo, as
estrelas, os desertos. Ainda assim, nunca me
sinto  altura de dizer o que diz um velho,
nem tenho a mesma intensidade, nem a
mesma segurana, no tenho a mesma prudncia,
nem o mesmo juzo agudo e eficaz.
Cada palavra que um ancio diz vem carregada
de significados, memrias, histrias
vividas, de conhecimentos e autoridade.
Suas palavras tm maior peso, maior valor.
Ser velho  sinnimo de ser sbio.
Os velhos vivem um fenmeno curioso
chamado ecmnsia. Uma luz misteriosa vem
a suas mentes, e eles se recordam cada vez
mais de seu passado distante, de sua infncia,
lembram-se de detalhes, revivem com
intensidade coisas acontecidas em suas
vidas. Eles gostam de relatar essas memrias,
e  maravilhoso ouvi-las. Essa criao
inteligente da natureza nasce de um sentimento
de preservao da memria, e a
memria  uma negao do tempo. Porque
o tempo  apenas uma conveno para organizarmos
nossa compreenso do mundo.
Tudo o que existiu continua a existir, e os
velhos nos ensinam essa e outras lies.
Durante muitos anos, o Brasil foi um
pas de jovens, quando havia um crescimento
da populao maior que o crescimento
da expectativa de vida. Hoje, as pessoas nascem
menos e vivem mais. O Brasil est se
tornando um pas de velhos, e imagino que
isso v melhorar as coisas. A pressa, o mpeto,
a rebeldia, o sentimento de imortalidade,
a descrena, a falsa sensao de que
sabem tudo, essas coisas dos jovens, vo dar
lugar  experincia, maturidade, f, e maior
capacidade de amor e compreenso.
Cuidado, jovens, a vm os velhos,
furiosos.
Diversidades e Trabalho  15
Ana Miranda  escritora, autora de Boca do inferno, Desmundo,
Amrik, Dias & Dias, Deus-dar, entre outros livros.
www.anamirandaliteratura.hpg.com.br
Extrado da revista Caros Amigos, n. 92, novembro/2004.
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O Japo no Brasil
Os primeiros imigrantes japoneses 
781 pessoas ao todo  desembarcaram no
porto de Santos em 1908, trazidos pelo
navio Kasato-Maru. Foi o incio da grande
imigrao japonesa, que se prolongou at
a dcada de 1950, e transformou o Brasil
na nao com a maior populao japonesa
fora do Japo. Grande parte se instalou no
Estado de So Paulo, mas h outros importantes
ncleos no Paran, Par e Mato
Grosso do Sul.
Judeus de todas as partes
Com a permisso do livre culto religioso
no Brasil pela Constituio de 1891, a
imigrao de judeus no pas aumentou.
Eles vieram de vrias partes do mundo 
como Marrocos, Polnia, Rssia, Turquia,
Grcia e Alemanha , especialmente aps
a ascenso do nazismo em 1933, e foram
viver, em geral, nas cidades brasileiras,
onde desenvolveram atividades ligadas ao
comrcio e servios.
rabes em busca de paz
No fim do sculo 19, grandes grupos de
srios e libaneses fugiram de seus pases em
virtude das dificuldades econmicas e das
perseguies polticas pelo Imprio Turco-
Otomano que tomou a Sria e o Lbano. Por
essa razo, esses imigrantes eram chamados
de turcos, denominao popular que no
corresponde s suas origens.
Ucranianos, todos ao sul
No fim do sculo 19 chegaram ao
Paran os primeiros imigrantes ucranianos,
atrados pelas vantagens oferecidas pelo
governo do Brasil e pelo desejo de escapar
Diversidade tnica e cultural
TEXTO 5
 Diversidades e Trabalho 16
TRABALHADORES
DO MUNDO
Os portugueses, que descobriram o Brasil em 1500,
abriram caminho para mais de 3 milhes de imigrantes
que vieram compor nossa raa at 1950.
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Imigrantes
japoneses
trabalhando na
lavoura de caf
no inteiror
de So Paulo.
dos conflitos que ocorriam em sua terra
natal. Aps a primeira leva de ucranianos
que se concentrou no Paran, outros grupos
se fixaram em terras catarinenses, gachas
e paulistas.
Poloneses em misso agrcola
Os imigrantes poloneses concentraramse
principalmente no Sul, para onde foram
a convite do governo brasileiro, que desejava
ocupar essa regio e criar os cintures
verdes em torno das cidades, garantindo
assim o abastecimento agrcola. A Polnia,
constantemente invadida desde o fim do
sculo 18 pela Rssia, ustria e Prssia, teve
sua economia prejudicada com a concorrncia
dos cereais que vinham dos Estados
Unidos e Canad. Isso fez com que mais de
3,6 milhes de poloneses migrassem para
outros pases, e 100.000 deles viessem para
o Brasil, em especial ao Paran.
Italianos do campo para o campo
Em 1870, quando aumentaram na
Itlia as dificuldades nas reas rurais devido
 crescente industrializao do norte do
pas, muitos italianos migraram para o
Brasil. So Paulo, Rio Grande do Sul e
Minas Gerais foram os Estados que mais
receberam esses imigrantes, embora Santa
Catarina, Paran e Esprito Santo tambm
possuam importantes colnias de italianos
e seus descendentes.
Alemes foram os primeiros a chegar
Logo aps a Independncia do Brasil,
em 1822, as primeiras colnias de imigrantes
alemes foram fundadas no Rio Grande
do Sul. A primeira delas foi a cidade de So
Leopoldo, em 1824. O governo imperial
Diversidades e Trabalho  17
Acervo: Iconographia
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tinha como objetivo colonizar a regio e
desenvolver a agricultura e, por isso, incentivou
a vinda desses imigrantes, que se realizou
de forma contnua por mais de um
sculo.
Espanhis so os terceiros
Os primeiros imigrantes espanhis chegaram
ao Brasil em 1870, mas foi nas dcadas
de 1880 e 1890 que esse movimento se
intensificou. Fugindo das dificuldades econmicas
enfrentadas no seu pas, os espanhis
formaram a terceira etnia mais numerosa
a migrar para o Brasil, ficando atrs
apenas de italianos e portugueses. O Estado
de So Paulo foi a regio que mais concentrou
esses imigrantes.
Portugueses, na origem da nova raa
Desde 1500, quando Cabral chegou ao
Brasil, at a dcada de 1950, quando se
reduziu a imigrao, os portugueses sempre
foram a etnia que mais migrou para c.
Espalharam-se por todo o pas, mas as cidades
de So Paulo e Rio de Janeiro se destacaram
pela quantidade de lusitanos que
receberam.
Dados retirados do site do Memorial do Imigrante.
Texto 5 / Diversidade tnica e cultural
 Diversidades e Trabalho 18
OS QUE VIERAM PARA O BRASIL
Alemes
210.825
644.469
1.565.835
1.470.687
118.624
190.282
674.318
Espanhis Italianos Portugueses Russos Japoneses Diversos
TOTAL
4.875.040
At 1950, quase 4 milhes de novos brasileiros
(Estatsticas da entrada de imigrantes no Brasil de 1870 a 1953)
Infografe
5CA06TXT26P5.qxd 01.12.06 16:33 Page 18
Diversidades e Trabalho  19
A gravata j me laou
a gravata j me enforcou
amm
A gravata j me laou
a gravata j me enforcou
amm
Um cidado sem a gravata
 a pior degradao
 uma coroa de lata
 um grande palavro
 uma dama sem pudor
estripitise moral
 falta de documento
 como sopa sem sal
Tem a gravata-borboleta
com o bico inclinado
tem a gravata caubi
com o rabinho duplicado
Tem a gravata de lao
que desce do colarinho
molenga como uma tripa
que se deita na barriga
Ela  a forca porttil
mais fcil de manejar
moderna, bem colorida,
para a vtima se alegrar
 um processo freudiano
para a autopunio
com o lao no pescoo
e a f no corao
Msica de Tom Z.
Diversidade cutural
TEXTO 6
A
GRA
VA
TA
Poucos smbolos
sociais foram to
duradouros
Tom Z
Ilustrao: Alcy
6CA06TXT35P5.qxd 12.12.06 17:42 Page 19
Oque os arrasta a essa aventura insana, arrancando razes
do seu cho de origem para alar-se em vo temerrio e
fincar os ps em solo estranho e ignaro? O sonho.
O que motiva sua ambio e esperana e os faz achar
que est alm do alm o que procuram? O sonho.
O que os faz abandonar a ilha estreita para
perder-se na largueza e vastido do verde,
trocando o sal do mar pela doura dos rios?
O sonho.
O que os alimenta quando falta
tudo? O que os faz resistir quando o
corpo esmorece pela fadiga e pela doena?
O que os impele a prosseguir, quando
o solo recusa suas sementes, os interesses
aviltam o preo pago pelo fruto
de seu trabalho, a saudade da terra
distante os invade e instala-se o enorme
vazio da desesperana? O sonho.
Por que, ento, decidem-se, preparamse
e vo-se? Porque sonhar  preciso!
No fossem eles os filhos do sol nascente.
O recenseamento brasileiro de 1875 registrava
um japons na Amaznia.
Por um largo perodo de tempo, entre 1929 e os dias atuais,
os imigrantes japoneses na Amaznia isolaram-se culturalmente.
S a partir de 1960 a prosperidade permitiu o desenvolvimento
de atividades culturais e, mais tarde, a relativa integrao sociocultural
na sociedade brasileira, a presena dos filhos na universidade,
o intercmbio de valores espirituais e at a miscigenao.
Diversidade tnica e cultural
TEXTO 7
 Diversidades e Trabalho 20JAPONESES NA AMAZNIA
Joo Dangelo
A saga nipnica na imensido verde, em prosa potica
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Mas o que teriam em comum povos to diferentes, nascidos
nos extremos do mundo, frutos de civilizaes to radicalmente
diferentes? Os japoneses, de cultura e tradio milenares, desenvolvidas
dentro de um isolamento sem precedentes, forjaram
uma sociedade peculiar dentro de uma concentrao humana
asfixiante. Tendo exaurido seus recursos naturais, era imperativo
que fizessem da natureza motivo de venerao e respeito;
um objeto de arte. J os brasileiros, mistura liberal de
raas de trs continentes, de larga influncia cultural africana
e indgena, disseminaram-se em vastssimo territrio,
boa parte vivendo na imensido de floresta e gua,
onde construram uma cultura em estreito contato com
a natureza.
 certo, nada to diferente quanto o bonsai e a castanheira,
o delicado ikebana e os gigantescos troncos
de cedro, de mogno, de acapu. No entanto, ndios e
caboclos amazonenses ostentam traos orientais em suas
feies: diz-se que tm a mesma origem. Festas populares
dos dois povos guardam estranhas semelhanas; no
perodo do Quarup, ndios xavantes ensaiam um sum brasileiro
no centro de suas tabas; cermicas primitivas, nos dois
pases, parecem ter sado do mesmo toque, armas indgenas,
artesanato e at mesmo comidas tpicas assemelham-se no seu
aspecto. Afinal, o que se cria, em qualquer parte,  feito por
mos humanas.
O mundo  grande e pequeno ao mesmo tempo.
Extrado do livro O sol nascente na Amaznia. Produzido por: Alsis, So Paulo, 1997.
Diversidades e Trabalho  21
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Se liga a...
Hoje eu vou sair no rol
Curtir a vida
Responsa e no maior proceder
Sentir a brisa
S pra curtir a noite ao lado da rapaziada
Na roda de samba, no rap, t na jogada
Vou mandar um salve pros lugares que eu andei
as minas que conheci, e os parceiros que encontrei
O ponto de partida  a Vila Arapu
Minha quebrada onde meu corao est
Estrada das Lgrimas ali na Ponte Preta
Na tradio da Ponte, a Pastel, muita treta no Morro
So Joo Clmaco presente
S os sangue bons, os guerreiros, gente decente
 quente, muita calma nessa hora
Na maior favela de So Paulo estamos agora
 Helipolis, fica sossegado
vamos que o rol est apenas comeando
Diversidades regionais
TEXTO 8
 Diversidades e Trabalho 22
QUANTOS MORROS
A cidade  uma colorida colcha de retalhos
Rappin Hood
Composio:
Rappin Hood e
Fundo de Quintal
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Refro: Quantos morros j subi
Desci sem ver
O que falam por a
Me faz tremer
Essa gente vive assim
Sem reclamar
L ningum  to ruim
L tambm se sabe amar
Todo mundo  irmo
Todo mundo  companheiro
La no Morro da Formiga, do Borel e do Salgueiro
L tem samba p no cho
Poesia verdadeira
L no Morro da Serrinha, l no Morro de Mangueira
Da Vila do Sapo ligou o Fu
Disse que vai prestar, pro rol vai colar
Marquei com ele ali no Sacom
No barraco do Barata que  parceiro ban ban ban
Mas antes passei ali na Vila Carioca
Ali na Imperador, quebrada que no tem pipoca
Dali, me mandei pro Bom Retiro
Fui l pros gavies, trombei o House e o Neguinho
Jonny, que t sempre lado a lado
E disse vamo l na norte ver uns aliados
 logo ali, perto do Jardim Peri
Na casa do Clber ali no Tucuruvi
Demorou
bora l pra zona norte
A lua t da hora e a noite promete
Mais tarde, vou pro clube da cidade
Ali na Barra Funda  classe A, s amizade
Diversidades e Trabalho  23
Foto: Divulgao
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Refro: Quantos morros j subi
Desci sem ver
O que falam por a
Me faz tremer
Essa gente vive assim
Sem reclamar
L ningum  to ruim
L tambm se sabe amar
Essa gente vive em paz
Essa gente faz o bem
Seja no Pau da Bandeira
seja na Vila Vintm
Esse povo que a cidade
Chama de fora da lei (fora da lei no)
vive com dignidade
Sem levar vida de rei
Na porta do clube trombei o Sandro
Rapaziada zona oeste m satisfao
Tocou o telefone, era do Rio de Janeiro
De Jacarepagu, Prateado parceiro
Na entrada da festa encontrei de sada
Veco Repinico indo l pra Bela Vista
Ca pra dentro pra ver o movimento
So quatro da manh e o bicho t pegando
So vrios manos e so vrias minas
Ao som de Fundo de Quintal
Todos de mo pra cima
Nos toca-discos, o DJ Luciano
S rola as da pesada quando est discotecando
O tempo passa e  cinco da manh
Na sada da festinha encontrei o Alan
Junto com o Vagas que  l de Osasco
Mas tive que ir embora porque sou homem casado.
 Diversidades e Trabalho 24
Texto 8 / Diversidades regionais
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Diversidade tnica e cultural
TEXTO 9
Quadro Operrios, de Tarsila do Amaral, 1933. leo sobre tela 150 X 205 cm. Acervo Artstico-
Cultural dos Palcios do Governo do Estado de So Paulo / Coleo Governo do Estado de So Paulo.
OPERRIOS Tarsila do Amaral
Tarsila do Amaral (1886-1973)  considerada a primeira-dama do modernismo brasileiro
e uma das responsveis pela arte genuinamente nacional. Os temas que mais a
interessavam eram os sociais, e entre toda a sua obra se destaca a tela Operrios.
O quadro, pintado
em 1933, retrata o
incio da industrializao
brasileira,
com toda a gente
que veio dos quatro
cantos do pas,
e do mundo, para
pegar pesado nas
fbricas.
Reproduo/Acervo Iconographia Diversidades e
Trabalho 
25
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Lenda rabe desvenda,em ricas parbolas, a magia das diferenas
Diversidade cultural
TEXTO 10
 Diversidades e Trabalho 26
Ser humano  entender que a
Diversidade leva  unidade,
Que a unidade leva  solidariedade,
Que a solidariedade leva  igualdade,
Que a igualdade leva  liberdade,
Que a liberdade leva  diversidade.
Georges Bourdoukan
Conta-se, mas Allah sabe mais,
que h muitos e muitos anos
vivia no osis de Bukra um
povo cuja bondade nem o tempo conseguia
medir. Esse povo era guardio
do Kitab-ul-Kutub (Livro dos Livros)
que deveria servir de guia para a
humanidade e de forma alguma
poderia cair em mos erradas, sob o
risco de despertar o Incontrolvel. Na
capa, letras circundavam a figura de
um gafanhoto onde se lia:
Nas pginas internas, desenhos
de animais vinham acompanhados de
parbolas. A do cavalo dizia:
Vivemos num eterno crculo,
onde as retas no tm fim; a do
camelo apregoava: Impossvel e
nunca so palavras que no devem
ser pronunciadas porque a natureza
humana no suporta limites; a da
gazela ensinava: A sabedoria  como
a gua, quem no tem sede no sente
prazer em beber; a da guia alertava:
Nenhuma coisa pode ser vista se
no se souber como v-la; a do touro
lamentava: Quem pensa somente no
futuro  um insensato; afinal, o que
o futuro lhe trouxe?; a do escorpio
instrua: Fuja do hbito ou ele acabar
anulando sua vida; a da serpente
proclamava: Imortal, a humanidade
jamais ter fim, pois Deus
precisa do homem para existir.
O GAFANHOTO
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s
Diversidades e Trabalho  27
Na pgina central, ao lado da imagem
do gafanhoto, um texto esclarecia:
O gafanhoto rene a natureza e a forma
dos sete viventes primordiais. Tem a cabea
do cavalo, o pescoo do touro, as asas da
guia, os ps do camelo, a cauda da serpente,
o ventre do escorpio e os chifres da
gazela. Se voc chegou at aqui e no
entendeu a mensagem, no prossiga. Observe
e aprenda que os animais so mais generosos
que os homens, pois nunca se viu um
leo escravo de outro leo, nem cavalo de
outro cavalo.
No se sabe o que aconteceu com o
povo de Bukra nem com o livro. Bedunos
da tribo dos Bani-Nujum deixaram relatos
de que eles teriam se ocultado para proteger
o livro do Al-Dajal, trazido pelo vento
norte. E que um dia reapareceriam para
que a humanidade pudesse entender o significado
do crculo.
Georges Bourdoukan  jornalista e escritor, autor de A incrvel e fascinante
histria do capito mouro, O peregrino, Vozes do deserto e O apocalipse.
Extrado da revista Caros Amigos, n. 85, ano 2004.
Ilustraes: Alcy
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THE AMISH
Diversidade religiosa
TEXTO 11
 Diversidades e Trabalho 28
A religious cult in the
21st century that only
permits the use of horses
and carriages.
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The Amish are conservative Christian
Protestants, a division of the Mennonite
religion.
The Amish movement was founded in
Europe by Jacob Amman (~1644 to ~1720 ).
The beliefs and practices of the Amish
are based on the writings of the founder of
the Mennonite religion, Menno Simons
(1496-1561).
The group preserves the elements of the
17th century European rural culture. They
are isolated from the American culture and
maintain distance from modern society. The
Amish live in 22 states of the USA and in
Ontario, Canada. The Amish group in total
has approximately 180,000 people. They
speak German and English.
The beliefs:
Amish people are not permitted to
maintain contact with the modern world,
physically or socially.
Amish people reject involvement with
the military. They are not permitted to have
revolvers or to defend their properties.
The families are patriarchal. Women
are submissive to their father and husband.
The school is one big room. The teacher
is Amish. They are encouraged to study only
the Elementary School (1st to 8th grade).
The Amish dress with simplicity and
modesty. Women have long skirts and men
have dark suits. Men have beard.
Amish people are not permitted to
install electricity in their houses. Electrical
and electronic devices (example: TV, computer,
sound system, etc.) are not permitted.
They are not permitted to drive automobiles
too. They have to use horses and carriages.
As informaes bsicas foram extradas do site
www.religioustolerance.org/amish.htm
Texto adaptado pela professora Giuliete Siqueira.
Diversidades e Trabalho  29
GLOSSARY
Barba. beard
Crenas. beliefs
Carroa. carriage
Sculo. century
Aparelho/mquina. device
Fundado. founded
Cavalo. horse
Marido. husband
Somente. only
Escola. school
Saias. skirts
Terno. suit
Professora. teacher
Vestir-se. to dress
Viver. to live
Escrituras/escritos. writings
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A luta dos negros
TEXTO 12
 Diversidades e Trabalho 30
Descendentes de quilombolas no sabem, na maioria das vezes, que
a Constituio lhes garante a posse das terras em que vivem
Fotos: Ricardo Teles / AE
OS QUILOMBOS
Quilombo do Rio das Ostras, Festa
da Marujada na comunidade do
Mangal, municpio de Stio do
Mato do Mangal, Bahia.
PERNAMBUCO
UNIO DOS
PALMARES
ALAGOAS
Oceano
Atlntico
MACEI
0 108
km
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Trezentos anos depois da morte de
Zumbi, lder do movimento negro do
quilombo dos Palmares, em Pernambuco,
as atenes se voltam para a situao
dos ncleos rurais espalhados pelo pas,
onde vivem populaes remanescentes de
quilombos. Existem grupos no interior da
Amaznia e pelos Estados do Maranho,
Sergipe, Bahia, Gois, Mato Grosso, So
Paulo e Minas Gerais.
Os descendentes dos
escravos j no falam as
lnguas de seus antepassados
e muitos perderam
suas referncias histricas.
No sabem que a Constituio
de 1988 garantiu aos
que continuam vivendo em
reas antigas a posse das
terras.
 nesse sentido que integrantes da
Fundao Palmares se movimentam, ajudando
muitas dessas comunidades, hoje,
ameaadas por fazendeiros ou grupos interessados
em suas terras.
Trata-se de um trabalho difcil, j que
a situao dos descendentes de quilombolas
 bem parecida com a de milhares de
trabalhadores sem terra. No entanto, cumprindo
a Constituio, pode-se saldar parte
do dbito da sociedade para com a populao
negra, escravizada no passado e, hoje,
em sua maioria, vivendo em condies de
discriminao e marginalizao.
Quilombo dos Palmares
Palmares  o smbolo da luta do movimento
negro. Esse ncleo de resistncia foi
formado em 1604 por quarenta negros foragidos
e reunia diversos quilombos. Durante
quase cem anos, Palmares sofreu constantes
ataques de holandeses e portugueses. A histria
conta que Ganga Zumba foi o penltimo
rei do maior quilombo de que se tem conhecimento
no pas. Ele acabou
sendo morto pelo sobrinho
Zumbi, que no aceitou o
acordo feito pelo tio com os
portugueses, ao prometer que
os quilombolas (habitantes do
quilombo) no mais seqestrariam
negros ainda escravizados
pelos fazendeiros. Zumbi liderou
uma resistncia herica
que acabou com a destruio do quilombo, e
a data da sua morte, em 20 de novembro de
1695, foi escolhida para marcar o Dia Nacional
da Conscincia Negra.
Histrias para contar
Entre os descendentes de escravos mais
jovens, poucos sabem contar as histrias dos
antepassados. "Sei pouca coisa do passado,
mas o velho Josias, de 102 anos, conta sempre
como foi a fuga do cativeiro dos
negros, revela Joo Rodrigues Couto, que
participa das reunies que debatem temas
de interesse desses grupos. Joo conta que,
nas festas, a comunidade ainda se diverte
Diversidades e Trabalho 31
No Estado do Rio
existem dois ncleos
rurais de antigos
escravos, em Valena
e em Parati.
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Texto 12 / A luta dos negros
 Diversidades e Trabalho 32
com a dana do coco, passada de gerao
para gerao.
Calunga e Cafund
Enquanto a maioria das comunidades
mantm contato com a sociedade nacional,
os calungas de Gois vivem uma situao
especial. At pouco tempo, s se chegava aos
ncleos onde vivem depois de uma demorada
viagem em lombo de
burro por caminhos difceis.
Muitos dos calungas
mais velhos nunca saram
do antigo quilombo para
conhecer a cidade. Mas a
populao mais jovem j
comea a se interessar pelo
mundo em volta e alguns
at participam dos encontros
com outros grupos,
promovidos pela Fundao Palmares.
Um dos grupos que se destacam pelo
aspecto cultural  o do Cafund, localizado
em Salto de Pirapora, SP. Dezessete famlias
vivem a 130 quilmetros da capital,
numa zona rural. Cafund era um quilombo
ou uma fazenda herdada pelos escravos.
Seus descendentes ainda usam palavras do
vocabulrio de seus antepassados. Chapu,
por exemplo,  chicongo; nariz, muchinga;
homem, tata, ture e tera; e milho  pungo.
A populao de Cafund vive confinada
numa rea de 18 hectares, quando antigamente
se estendia por 90 hectares, que,
aos poucos, foram sendo tomados por grileiros.
Nessa briga, alguns negros morreram
e agora o grupo sonha em reconquistar o
antigo espao.
No Rio de Janeiro existem dois ncleos
rurais de antigos escravos: um deles na fazenda
Santa Isabel, em Valena. Ali vivem sessenta
famlias. O outro  o antigo quilombo de Campinho,
que fica perto de Parati. Os habitantes
trabalham em roas e vivem
em casas de pau-a-pique. No
vale do Ribeira, em So Paulo,
so cerca de quinze comunidades
identificadas como
sendo de descendentes de escravos.
No quilombo de Campinho
so freqentes as rodas
de samba, mesmo com
a invaso crescente da televiso,
que fascina especialmente os mais
jovens. As mulheres trabalham na casa de
farinha e os homens adoram uma partida
de futebol.
No entanto, mais importante do que as
informaes do mundo moderno tem sido
o crescimento da conscientizao, da
importncia e da valorizao da identidade
entre a populao de origem africana.
Informaes extradas dos sites do Ministrio das Relaes Exteriores
(www.mre.gov.br) e da Fundao Cultural Palmares (www.palmares.
gov.br). Para informaes adicionais: Fundao Cultural Palmares
SBN - Ed. Central Braslia - 1 subsolo Braslia-DF - CEP: 70040-904
Tel.: (61) 226 7613 - site: www.minc.gov.br/fcp/new/palmares.htm
A Fundao Palmares
defende comunidades
quilombolas
ameaadas de
perder suas terras.
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Ambiente de trabalho
TEXTO 13
Diversidades e Trabalho  33
DIVERSITY Randy Glasbergen
We need to focus on diversity. Your
goal is to hire people who all look
different, but think just like me.
Our office has been nominated
to receive an award for Diversity
In the Workplace!
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Diversidade tnica e cultural
TEXTO 14
 Diversidades e Trabalho 34
O OUTRO
BRASIL
QUE VEM A
Eu ouo as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
de outro Brasil que vem a
mais tropical
mais fraternal
mais brasileiro.
O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados
ter as cores das produes e dos trabalhos.
Os homens desse Brasil em vez das cores das trs raas
tero as cores das profisses e regies.
As mulheres do Brasil em vez das cores boreais
tero as cores variamente tropicais.
Todo brasileiro poder dizer:  assim que eu quero o Brasil,
Gilberto Freyre
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Diversidades e Trabalho  35
todo brasileiro e no apenas o bacharel ou o doutor
o preto, o pardo, o roxo e no apenas o branco e o semibranco.
Qualquer brasileiro poder governar esse Brasil
lenhador
lavrador
pescador
vaqueiro
marinheiro
funileiro
carpinteiro
contanto que seja digno do governo do Brasil
que tenha olhos para ver pelo Brasil,
ouvidos para ouvir pelo Brasil
coragem de morrer pelo Brasil
nimo de viver pelo Brasil
mos para agir pelo Brasil
mos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis
mos de engenheiro que lidem com ingresias e tratores europeus
e norte-americanos a servio do Brasil
mos sem anis (que os anis no deixam o homem criar nem trabalhar).
mos livres
mos criadoras
mos fraternais de todas as cores
mos desiguais que trabalham por um Brasil sem Azeredos,
sem Irineus
sem Maurcios de Lacerda.
Sem mos de jogadores
nem de especuladores nem de mistificadores.
Mos todas de trabalhadores,
pretas, brancas, pardas, roxas, morenas,
Acervo: Iconographia
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Texto 14 / Diversidade tnica e cultural
 Diversidades e Trabalho 36
de artistas
de escritores
de operrios
de lavradores
de pastores
de mes criando filhos
de pais ensinando meninos
de padres benzendo afilhados
de mestres guiando aprendizes
de irmos ajudando irmos mais moos
de lavadeiras lavando
de pedreiros edificando
de doutores curando
de cozinheiras cozinhando
de vaqueiros tirando leite de vacas chamadas comadres dos homens.
Mos brasileiras
brancas, morenas, pretas, pardas, roxas
tropicais
sindicais
fraternais.
Eu ouo as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
desse Brasil que vem a.
Poema escrito em 1926 e publicado no livro Poesia Reunida. Recife: Editora Pirata,
1980, que nos foi enviado pelo escritor Antnio Prata, a quem agradecemos.
Extrado do site www.releituras.com/gilbertofreyre_outrobrasil.asp
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Diversidades e Trabalho  37
"Diversidade no ambiente de trabalho
d lucro", dizia a campanha publicitria
da Procuradoria Regional do Trabalho,
veiculada no Rio Grande do Sul em 2004.
"Empresas que priorizam polticas de
incentivo  diversidade no ambiente de trabalho
aumentam sua capacidade de reconhecer
e atrair talentos, tm menor rotatividade
de funcionrios e aumento da
satisfao de seus colaboradores", diz o
texto de um dos anncios.
Outro texto lembra que condio
socioeconmica, idade, ascendncia,
nacionalidade, estado civil, orientao
sexual e condies de sade no podem
ser motivos de discriminao.
A campanha lembrava de casos famosos
de pessoas que foram discriminadas,
mas que provaram ter capacidade bem
acima da mdia. Num deles, pergunta:
"Voc contrataria para trabalhar como grfico
no seu jornal um jovem negro de 16
anos, rfo, gago, epiltico, com sade
frgil e baixa escolaridade?". E arremata
com a resposta: "Que pena. Voc acabou
de dispensar o Machado de Assis".
Extrado do site agenda.saci.org.br
MISTURADO
Campanha publicitria
gacha recomenda
a diversificao no
ambiente profissional
Ambiente de trabalho
TEXTO 15
QUANTO MAIS
MELHOR
Ilustrao: Alcy
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Acidade no  evoluda como a nossa
aldeia, na cidade as pessoas no se
conhecem, no se respeitam como
ns nos respeitamos.
A cidade  cheia de preconceituosos,
ningum se respeita, as pessoas no se ajudam,
mesmo que sejam da mesma famlia.
Esse no  o nosso caso aqui na aldeia. Na
nossa aldeia, quando uma pessoa est sem
roa, o parente ajuda dando comida para
ele. Na cidade no  assim, dificilmente
uma pessoa rica ajuda uma pessoa que est
passando fome. Por isso que as pessoas que
ficam sem comida comeam a roubar, a
matar as pessoas que tm dinheiro. No
so s as pessoas pobres que roubam e
matam, muitos ricos prejudicam e roubam
os pobres.
 assim que as pessoas vivem na cidade,
ningum tem d de ningum.
Extrado do livro Histrias de hoje e de antigamente.
Professores Indgenas do Parque Indgena do Xingu  Instituto
Socioambiental/MEC  1998.
Diversidade tnica e cultural
TEXTO 16
 Diversidades e Trabalho 38
Ayum Kamaiur
NA CIDADE
AS PESSOAS
NO SE
RESPEITAM
Relato de um ndio
indignado com a
selva de pedra
Camels da rua
25 de Maro,
no Centro de
So Paulo, SP:
a atividade,
sempre no terreno
impreciso entre
a legalidade e a
clandestinidade,
 exercida pelos
comerciantes
estabelecidos.
Foto: Robson Fernandjes / AE
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Diversidades e Trabalho  39
La cocina Argentina es el resultado de una sabrosa sntesis,
producto del aporte de los platos europeos pertenecientes
a las distintas corrientes migratorias, sazonados y combinados
con alimentos propios del suelo nativo.
Forman parte de la gastronoma criolla el asado con cuero,
el locro, la carbonada, la humita, el mote, el tamal, la chanfaina,
las empanadas, el chip, la mazamorra, el dulce de leche,
el arrope, la yema quemada, el quesillo de cabra con miel de
caa y una deliciosa variedad de dulces regionales. La infusin
caracterstica es el mate  compartido con sus vecinos latinoamericanos
del Sur  preferentemente verde o cimarrn
(amargo), con sus variantes: dulce, cocido, de leche y terer.
Las bebidas tradicionales, en tanto, son el vino patero, la aloja y
la chicha (estas ltimas en las provincias del Noroeste).
DESFILE DE
SABORES Todas las ramas de la cocina mundial se han instalado al sur del Ro de la Plata
Diversidade cultural
TEXTO 17
Atlntico
ARGENTINA
URUGUAY
BRASIL
0 212
km
N
Ro de
La Plata
Infografe
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Texto 17 / Diversidade cultural
 Diversidades e Trabalho 40
CMO HAGO PARA COCINAR CARNES ARGENTINAS
SEGN LAS COSTUMBRES CRIOLLAS?
ASADO A LA CACEROLA
No siempre da gana de encender el horno. Esta es una
forma de estofar el asado con xito asegurado.
Ingredientes
1 kilo y medio de asado de novillo en trozos
4 papas medianas
1 cebolla grande
1 pimiento morrn
1 tomate
perejil
pimentn
aj molido
sal
100 cc. de aceite de oliva
100 cc. de vino blanco seco
100 gramos de harina
Preparacin
En una cacerola con fondo ancho, poner el aceite de
oliva y dorar la superficie de los pedazos de asado
enharinados, agregar la cebolla en juliana y el tomate
en cubitos. Rehogar unos veinte minutos, entonces
continuar con las papas peladas, limpias y cortadas
grandes, el pimiento en tiras grandes, una cucharada
de perejil picado, una cucharada de pimentn, 1
cucharadita de aj y sal necesaria.Terminar con el vino
blanco seco. Cocinar hasta que las papas estn
hechas, as deber estar tambin la carne. Servir con
el jugo de coccin.
BIFES A LA CRIOLLA
En este caso cada uno tiene "su frmula". As que
describir "mi" receta.
Ingredientes
1 adobo hecho con una cucharada de perejil
1 diente de ajo
100 cc. de aceite de oliva y 1/2 cucharadita de sal
2 cebollas medianas cortadas en aros
1 kilo de carne magra cortada en bifes chicos (cuadril,
paleta, nalga),
3/4 kilos de papas peladas y limpias cortadas en
rodajas gruesas
2 pimientos morrones cortados en tiras
2 tomates maduros cortados en rodajas
2 hojas de laurel
perejil picado
sal pimienta
80 cc. de aceite de oliva
100 cc. de agua caliente
Preparacin
Se empieza con macerar los bifecitos en el adobo
preparado con perejil, ajo y aceite y sal por al menos
media hora. Consiga una cazuela de barro o una
cacerola de hierro negro pesado con pertinente tapa y
ponga los 80 cc. de aceite de oliva a calentar y aada
las 2 cebollas cortadas en aros. Sobre estas se colocan
los bifecitos adobados, cubriendo seguidamente con
las rodajas de papas, los pimientos en tiritas, el tomate
en rodajas finas, una cucharada de perejil picado y las
dos hojas de laurel, salpimiente a gusto. Si el fondo de
17CA06TXT16P5.qxd 12.12.06 17:08 Page 40
Diversidades e Trabalho  41
la cacerola no permite acomodar todos los ingredientes,
hacer una o ms capas. Llevar a un hervor suave y agregar
los 100 cc. de agua caliente. Cocinar con tapa hasta
que los bifecitos estn tiernos junto con toda la hortaliza
a punto.
Estos bifes pueden cocinarse "al disco", es decir en el
interior de un disco de arado descartado, al cual se le
han puesto tres o cuatro patas, un agujero en el fondo
con cierre y una tapa tambin de hierro. El fuego puede
ser de lea, carbn o gas. Toda una funcin culinaria!
CARBONADA CRIOLLA
Este tipo de guiso es la expresin ms comn de la
cocina familiar. Se cocina todava en viejas ollas de barro
o en ennegrecidas cacerolas de hierro fundido para
que la coccin pueda concretarse sea usando el calor
de una cocina econmica o su horno. El pequeo ciudadano
puede usar sus modernos mecheros a gas y
sus sofisticados hornos.
Ingredientes
1 kilo de carne magra como aguja sin hueso, paleta (para
el ciudadano evidentemente cuadril de ternera o lomo)
80 cc. de aceite
1 cebolla grande
1 tomate grande maduro
2 batatas
2 papas grandes
1/2 kilo de zapallo amarillo
3 choclos frescos
150 gramos de orejones de duraznos remojados
1 cucharada escasa de pimentn
2 hojas de laurel
1 cucharadita de azcar
250 cc. de agua caliente
sal
pimienta
Preparacin
En una cacerola de barro o hierro fundido o en modernas
ollas de tefln, poner los 80 cc. de aceite y dorar la
carne cortada en cubos chicos, agregar la cebolla cortada,
el tomate cubeteado, el pimentn, las hojas de
laurel, la cucharadita de azcar y el cuarto de litro de
agua caliente. Cocinar a fuego lento y con tapa por
unos cuarenta minutos, entonces aadir las dos
batatas, las dos papas y el zapallo todo cortado en
cubitos, los tres choclos cortados en rodajas finas y los
orejones de duraznos cortados en cuartos, sal, pimienta.
Continuar la coccin hasta que los vegetales estn
a punto. El resultado debe ser un guiso algo caldoso.
Se acompaa con arroz blanco hervido.
A esta receta se le puede agregar ms fruta seca remojada
y tambin fresca como duraznos y peras, pasas de uva.
BIFES DE CHORIZO
Son bifes de buen tamao sin costilla, de unos 600
gramos y 3 o 4 cm de espesor, de animales grandes y
jvenes. De sabor incomparable, jugosos, vistosos y
caros...
Ingredientes
4 bifes de chorizo
sal
Preparacin
Se los ponen a la parrilla alimentada con brasa blanquecina
y calor sostenido a una distancia de 15/20
centmetros para que los hierros los marquen.
Generalmente necesitan unos 12 minutos de coccin
de cada lado para que resulten cocidos y jugosos. Se
acompaan con una ensalada, un pur o papas fritas.
Extrado do site www.argentina.gov.ar
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Diversas idades
TEXTO 18
 Diversidades e Trabalho 42
ESTATUTO DO IDOSO
Da idade mnima do idoso
A lei classifica como idoso todo aquele
que tem, no mnimo, 60 anos.
Dos sujeitos da lei
O estatuto tambm determina que novas
pessoas so obrigadas a respeitar e
assistir. Cuidar do idoso no  mais obrigao
apenas dos familiares, mas da comunidade
onde ele vive, da sociedade em
geral (incluindo pessoas fsicas e jurdicas)
e do poder pblico, representado pelos
poderes Executivo, Legislativo e Judicirio.
Marcos Blaslolf
Em 1o de outubro de 2003 entrou em
vigor o Estatuto do Idoso, um grande
avano dos direitos humanos, pois
determina especial proteo aos idosos.
Vamos analisar alguns itens do Estatuto do
Idoso, procurando colocar-nos em seu
lugar e refletir sobre o problema.
A lei estabelece e refora
direitos do cidado com
mais de 60 anos
Arlindo Antonio da Silva,
o "Seu" Arlindo, com 84
anos  pintor de paredes
h mais de 60 anos e
trabalha at hoje, subindo
e descendo escadas,
pintando do rodap
ao teto. Aqui, trabalha
na pintura interna de
um hospital de idosos,
a Unidade Gerontolgica
Paulista, na cidade de So
Paulo. Todos os dias vai
e volta dirigindo seu
prprio carro.
Foto: Juca Varella / AE
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Liberdade, respeito e dignidade
Apesar de redundante, j que a Constituio Federal garante tais
direitos, a lei reafirma os mesmos direitos, com mais veemncia, atribuindo
ao Estado e  sociedade a obrigao de assegurar ao idoso direitos
civis, polticos, individuais e sociais.
Destacam-se a proibio ao tratamento desumano, violento, aterrorizante,
vexatrio ou constrangedor, o que abrange a preservao da
imagem, identidade, autonomia, valores, idias e crenas, espaos e objetos
pessoais.
Alimentos
O estatuto obriga o Estado a prover o sustento do idoso, caso os
familiares no tenham condies de ajud-lo.
Direito  sade
No  novidade que o atendimento ao idoso, a exemplo daquele que
no pode pagar uma consulta mdica ou comprar medicamentos, deve
ser prestado pelo Estado por meio do Sistema nico de Sade (SUS) ou
por entidades filantrpicas de sade.
Importante ressaltar o fato de que vrias faculdades de medicina do
pas nem sequer ministrarem aulas de geriatria e gerontologia. Cabe ao
Estado exigir que as escolas formem profissionais qualificados na rea.
As novidades so o atendimento domiciliar queles impossibilitados
de se locomover; a acomodao de acompanhantes nos hospitais e a
proibio da discriminao na cobrana dos planos de sade.
Educao, cultura, esporte e lazer
Outra funo do Estado  criar oportunidades de acesso do idoso 
educao, tanto por meio da rede pblica de ensino quanto das instituies
sociais.
O estatuto ainda proporciona desconto de pelo menos 50% nas atividades
culturais, esportivas e de lazer.
Diversidades e Trabalho  43
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Profissionalizao e trabalho
So proibidas a discriminao e a fixao de limite mximo de idade
para concursos, exceto nos casos em que a natureza do cargo exigir.
Outra vantagem  que o critrio de desempate ser a idade, privilegiando
os mais velhos.
Previdncia social
O reajuste dos valores dos benefcios concedidos ocorrer na mesma
data de reajuste do salrio mnimo.
Assistncia social
 assegurado ao idoso acima de 65 anos que no tenha como prover
a prpria subsistncia, nem t-la provida pela famlia, o benefcio mensal
no valor de um salrio mnimo nos termos da Lei Orgnica da
Assistncia Social (LOAS).
Habitao
O idoso tem direito a moradia digna, seja no seio familiar ou em
instituies pblicas e privadas, que so obrigadas a manter rgido
padro de higiene e de alimentao regular. A assistncia integral por
entidades ser prestada se no houver grupo familiar que o ampare.
Transporte
Aos maiores de 65 anos fica garantida a gratuidade dos transportes
coletivos pblicos urbanos e semi-urbanos, exceto nos servios seletivos
e especiais, quando prestados paralelamente aos servios regulares. No
caso de transporte coletivo interestadual, ficaro reservadas duas vagas
por veculo para idosos com renda igual ou inferior a dois salrios mnimos.
Excedendo esse nmero de vagas, os demais tero desconto de
50% na passagem.
Essa  uma inovao sem precedentes em nossa legislao, pois promove
independncia de locomoo para quem ganha pouco.
 Diversidades e Trabalho 44
Texto 18 / Diversas idades
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Medidas de proteo
As medidas de proteo ao idoso so aplicveis sempre que os direitos
reconhecidos nessa lei forem ameaados ou violados. O objetivo 
fortalecer os vnculos familiares e comunitrios.
Entidades de atendimento ao idoso
O estatuto assegura assistncia judiciria gratuita s instituies
filantrpicas ou sem fins lucrativos prestadoras de servio ao idoso.
Acesso  Justia
O poder pblico deve criar varas especializadas de atendimento ao
idoso. H ainda a prioridade na tramitao de processos em que idosos
figurem como parte ou interveniente. A prioridade no cessar com a
morte do beneficiado, estendendo-se em favor do companheiro ou da
companheira com mais de 60 anos.
Proteo judicial dos interesses difusos, coletivos e individuais indisponveis
e homogneos
Sero aplicadas multas severas quando houver condenao por ofensa
aos direitos do estatuto. Os valores arrecadados sero revertidos ao
Fundo do Idoso e ficaro vinculados  aplicao de melhorias nesse setor.
Crimes
O estatuto tambm inovou em uma seara pouco explorada ao criar
tipos legais na penalidade por condutas contrrias a seus preceitos.
Estabeleceu punies exemplares para coibir atitudes nocivas aos idosos,
como a omisso de socorro, a submisso do idoso  condio desumana
ou degradante, discriminao e abandono.
Diversidades e Trabalho  45
Marcos Blaslolf  advogado e assessor jurdico de inmeras entidades filantrpicas. Mestre pela PUC/SP,
administrador de empresas pela Universidade Mackenzie e ps-graduado pela European University.
Agora  preciso que haja uma reeducao social em relao aos idosos. A sociedade deve
conscientizar-se da importncia de trat-los com respeito. No  esmola, mas um direito.
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MRICA
Diversidade tnica e cultural
TEXTO 19
 Diversidades e Trabalho 46
Na Amrica, onde chegamos,
No encontramos nem palha nem feno
Dormamos no cho, ao sereno, como animais
E com o engenho de nossos italianos
E com o esforo de nossos patrcios
Em poucos anos
Construmos pases e cidades.
O hino dos imigrantes vnetos tem msica e letra de imigrante italiano annimo
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Imigrantes
italianos na
Hospedaria
dos Imigrantes.
So Paulo, 1900.
Acervo: Iconografia
Esta cano dos imigrantes italianos
ecoava nas fazendas, nas fbricas e
nas festas dos bairros operrios. Mas
no eram somente os italianos que estavam
imprimindo a marca de sua lngua e de seus
costumes na vida brasileira. De 1911 a
1920, 800.000 imigrantes entraram no
Brasil. Eles se somaram aos quase 3 milhes
de trabalhadores estrangeiros que j viviam
no pas. Ao todo, formavam mais de 10%
da populao brasileira, que em 1910 era
de 24 milhes de habitantes.
Com suas bandas musicais, cantinas e
festas religiosas, os italianos de So Paulo
encheram a cidade de msica e alegria. Tambm
atuaram nos esportes como quando,
em 1914, fundaram o clube de futebol da
colnia  o Palestra Itlia, atual Palmeiras.
Pela ruas de So Paulo, a presena dos
imigrantes se notava  nem todos eram
operrios. Havia os mascates turcos carregando
cestas, batendo matracas: Moa,
tenio muita coisa bra vuz, tudo baratinio.
A carrocinha de queijo do italiano, que passava
aos gritos de: O formaggio! Olha o
formaggio!. Mas o que fazia mesmo a alegria
das crianas das vilas operrias era o
italiano do sorvete: Survetinho, survetn,
survetinho de limn quem no tem o dez
tosto, no toma survete.
Extrado da Coleo Nosso Sculo, volume 3. So Paulo:
Abril Cultural, 1980.
Diversidades e Trabalho  47
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Para os ndios, a terra  um bem coletivo,
destinado a prover as necessidades
da sociedade. Todos tm o direito
de utilizar os recursos do meio ambiente
por meio da caa, da pesca, da coleta e da
agricultura. Assim, a propriedade privada
no tem lugar na concepo indgena de
terra e territrio. Embora o produto do trabalho
possa ser individual,  assegurado a
todos usufruto dos recursos. As obrigaes
existentes entre os indivduos asseguram a
todos o usufruto dos resultados.
O ndio s concebe o territrio como recurso de uso comum
Diversidade tnica e cultural
TEXTO 20
 Diversidades e Trabalho 48
A TERRA DO HOMEM
Acervo: Iconografia
Famlia de chefe Camac, em desenho de Debret.
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Direito  terra
A Constituio brasileira de 1988, no
seu artigo 231, reconhece o direito dos ndios
sobre as terras que tradicionalmente
ocupam  aquelas por eles habitadas em
carter permanente, as que utilizam para
suas atividades produtivas, as imprescindveis
 preservao dos recursos
ambientais necessrios a
seu bem-estar, e as necessrias
 sua reproduo fsica e
cultural, segundo seus usos,
costumes e tradies.
O que sobra  dividido
Para os mundurucus, os
produtos da roa, da caa e
da pesca so considerados
propriedade da pessoa que
tem as roas e que matou os
animais. Contudo, pelo sistema
de distribuio adotado,
toda a comida que entre na
casa  partilhada pela famlia
extensa e, havendo excedentes, as
demais casas da aldeia tambm recebero
a sua parte.
Para os caingangues, a unidade territorial
constitui-se de um espao composto por
serras, campos, florestas e rios, onde eles
possam exercer a caa, a pesca, a coleta e o
plantio de gros, frutos e legumes. Esse territrio
 um espao de nomadismo cclico
dos grupos que desenvolvem atividades de
subsistncia material e social. Cada grupo
local possui um subterritrio prprio, com
direito  explorao, segundo regras determinadas
culturalmente. As visitas entre
parentes dos diferentes grupos locais eram
muito freqentes e a recepo era feita
segundo um verdadeiro ritual. Uma tribo
se distribua em vrios grupos
locais, formando subterritrios
que eram socialmente
interligados, e cada
grupo possua sua rea de
deslocamento e explorao.
A vez dos espritos
O territrio  fonte permanente
de socializao
para os ndios, eles trocam
notcias sobre caadas, abundncia
ou escassez de determinado
produto; sobre os
aspectos sobrenaturais da floresta,
dos rios ou das montanhas;
sobre o encontro com
espritos na mata etc. O territrio no , afinal,
apenas fonte da subsistncia material,
mas tambm lugar onde os ndios constroem
sua realidade social e simblica.
Bibliografia: Ramos, Alcida Rita. Sociedades indgenas. So Paulo:
tica,1986. Melatti, Jlio C. ndios do Brasil. So Paulo: Hucitec,
1980; e Constituio Federal.
Extrado do site www.museudoindio.org.br
Diversidades e Trabalho  49
Famlia Tupinamb,
em gravura de T. De Bry,
sculo XVI.
Acervo Iconographia
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Os ndios passaram por tempos de matana, escravismo,
catequizao forada ou mera indiferena
das autoridades. Em 1500, quando os portugueses
chegaram ao Brasil, estima-se que havia por aqui
cerca de 6 milhes de ndios. Nos anos 50, segundo
os antroplogos, a populao indgena brasileira
estava entre 68.000 e 100.000 habitantes. Atualmente,
h cerca de 280.000 ndios no Brasil.
Contando os que vivem em centros urbanos, ultrapassam
os 300.000.
IRMOS
DA FLORESTA
Diversidades tnica e cultural
TEXTO 21
 Diversidades e Trabalho 50
Os indgenas
amaznicos do
lies de boa
convivncia com
o ambiente
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Amaior parte das terras indgenas
(98%) est na Amaznia Legal, onde
moram 170.000 ndios. O maior
desafio da atualidade  manter viva a riqueza
cultural. Quando os portugueses chegaram
ao Brasil, havia em torno de 1.300 lnguas
indgenas, e hoje existem cerca de
170. O pior  que cerca de 35% dos 210
povos com culturas diferentes tm menos
de duzentos indivduos.
O encontro dos ndios com garimpeiros
 sempre crtico, h invaso de terras,
proliferao de doenas, estmulo  violncia
e ao alcoolismo e desequilbrio da estabilidade
dos povos.
Na realidade, os ndios ainda vivem como
antigamente, em comunidade. Partilham
o que ganham e produzem coletivamente,
ajudando tribos vizinhas na caa e
na pesca. Entre eles no existe propriedade
privada, porque acreditam existir outras
coisas com que se preocupar.
Os ndios descobriram como conviver com o
branco: ora unindo-se a ele, ora mantendose
isolados e preservando sua forma de vida.
Seguem abaixo alguns exemplos de aspectos
culturais dos principais povos indgenas j
localizados da Amaznia:
Arara
As mulheres dessa tribo usam como
roupa apenas uma espcie de cinto chamado
uluri, feito de entrecasca de rvore. A
presena dele significa que a mulher no
est disponvel sexualmente, a aproximao
s acontece quando ela o retira. Se, por
acaso, esse cinto se rompe, a mulher se
sente nua e desprotegida. No ritual de passagem
que marca a transio entre a infncia
e a vida adulta, os meninos ficam reclusos
na casa dos homens e tm que passar
por sofrimentos fsicos e dar provas de
fora. Embora no haja um espao fsico
determinado, as meninas tambm tm que
cumprir alguns rituais de passagem.
Diversidades e Trabalho  51
Da esquerda para a direita, dupla de etnia Macachalis, Coroados, Corops e Camacs.
Acervo Iconographia
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Boror
De todos os rituais dos ndios borors,
o funeral  o que mais chama ateno pela
beleza e complexidade.  uma cerimnia
que pode durar at dois meses. A tribo obedece
a uma organizao social rgida, mas
a morte de algum pode provocar mudanas
ou reforar as alianas. A aldeia  dividida
em duas partes  exare e tugaregue
 que, por sua vez, se subdividem em cls
com prerrogativas e deveres muito bem
definidos. Os borors reconhecem a liderana
de dois chefes hereditrios que sempre
pertencem  metade exare, conforme
determinam seus mitos.
Gavio
Os ndios gavies tm uma relao forte
com os nomes pelos quais so chamados.
Cada indivduo recebe dois nomes e um
deles no pode ser divulgado. Dar ao outro
a chance de conhecer esse segredo significa
transferir poder. Quando algum recebe
o nome de um parente que j morreu, carrega
a responsabilidade de manter as caractersticas
do antepassado, e quem o escolhe
assume o papel de padrinho com a
funo de transmitir a cultura.
As relaes entre genro e sogra, nora e
sogro tambm tm regras. Depois do casamento,
por um perodo determinado, ficam
proibidos de chamar o outro pelos nomes.
Uma das mais fortes tradies desses
ndios  a corrida de toras. As equipes de revezamento,
formadas somente por homens, carregam
troncos de buriti nos ombros. O mais
importante no  quem chega primeiro, porque
a corrida vale mais pelo divertimento. A
comemorao  maior quando as equipes
chegam praticamente juntas.
Texto 21 / Diversidade tnica e cultural
 Diversidades e Trabalho 52
ndios [Reproduo  Museu Emlio Goeldi]
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Guaj
Os guajs so uma das ltimas sociedades
de caadores e coletores do mundo.
Foram contatados recentemente, h apenas
25 anos, e entre eles existe um grupo com
apenas seis anos de contato.
As mulheres dessa tribo, em alguns
casos, tm um papel decisivo, fato pouco
comum nas sociedades indgenas. A opinio
das idosas  levada em conta e elas
podem tanto resolver conflitos domsticos
como dividir as tarefas de roar, caar e
coletar. Elas tambm cuidam dos animais
de estimao, muito numerosos na tribo, e
que, s vezes, so at amamentados pelas
mulheres mais jovens.
Pode acontecer que um homem se case
ao mesmo tempo com duas mulheres, uma
sexagenria e outra bem jovem, mas a primeira,
alm de receber todo o carinho e
respeito do marido, tem poder para tomar
as decises principais da casa.
Catuquina
Mesmo pertencendo  mesma tribo, os
catuquinas se dividem em "povo da ona",
"povo da ariranha", " povo do sol", "povo do
cu" e "povo da pupunha", e entre esses cls
existe uma relao de hierarquia social.
Embora monogmicas, as relaes conjugais
so muito instveis. A troca de cnjuges
 bastante comum, mas os filhos sempre
ficam com a me.
Os catuquinas j foram descritos por
muitos viajantes como ndios barbados
por causa do costume de pintar a boca
de preto.
Culina
Quando se casa, o homem vive na casa
da famlia da esposa e tem que trabalhar
para retribuir pela mulher que recebeu.
Cada casal culina tem a obrigao de gerar
pelo menos trs filhos, apenas depois disso
ganha o direito de construir uma casa separada
e s continua junto se desejar.
Os culinas acreditam que a concepo
acontece apenas com o acmulo do smen
no tero, sem qualquer contribuio feminina.
Para engravidar, a mulher tanto pode
se relacionar apenas com o marido ou ter
vrios parceiros. Em qualquer dos casos, ela
 a nica responsvel pelos cuidados com
a criana.
Marubo
Uma das prticas sociais dessa tribo 
a poligamia. O homem pode se casar com
vrias mulheres, e cada uma delas ocupa
um espao bem definido na maloca.
A cremao fazia parte dos antigos costumes
desses ndios. Eles comiam as cinzas
com mingau para que o morto pudesse continuar
entre eles. Por influncia dos missionrios,
hoje, os mortos so sepultados em
cemitrios. A nica exceo ocorre com as
Diversidades e Trabalho  53
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crianas de colo, que so enterradas geralmente
entre as rvores.
Paracan
Entre esses ndios, a amizade formal,
que pressupe deveres, troca de presentes
e outras obrigaes sociais, se d apenas
entre os indivduos do mesmo sexo.
Antes dos 10 ou 12 anos,  o adulto
que escolhe o companheiro da criana.
Depois dessa idade, a amizade  ritualizada
durante a festa do cigarro.
Na casa cerimonial, eles danam, um
par de cada vez, e fumam at entrar em
transe para conversar com os espritos. As
mulheres tambm realizam esse ritual, mas
nas prprias casas, e no podem fumar.
Cabe aos homens derrubar e limpar o
terreno para o roado, mas o plantio e a
colheita so tarefas exclusivamente femininas,
com exceo da roa de fumo, onde as
mulheres no podem nem entrar.
Sater-mau
A formiga tem um significado especial
e  muito respeitada por esses ndios.
Uma das espcies, a tocandira,  considerada
como divindade e usada nos rituais
de passagem. A picada  extremamente
dolorosa, mas os meninos, para demonstrar
coragem, tm que colocar a mo dentro
de uma espcie de luva cheia de
tocandiras e resistir impassveis  dor. S
depois disso so considerados adultos.
Os saters-maus tm uma forte tradio
agrcola e comemoram o fim da colheita com
o tarub, uma bebida fermentada to forte
que pode causar embriaguez por at um ms.
Uma de suas plantaes tradicionais 
o guaran. Foram esses ndios que domesticaram
o arbusto silvestre e aprenderam a
usar as sementes para fabricar uma bebida,
que hoje  um refrigerante fabricado industrialmente
no Brasil.
Suru
Em determinadas pocas do ano essa
tribo se divide. Um grupo fica fora da aldeia,
enquanto a outra metade cuida do
plantio, da colheita e do preparo da mandioca.
No final, tudo  compartilhado.
Quem saiu retribui os alimentos da
roa com os produtos da caa, da pesca e
os artefatos que foram produzidos. Na
estao seguinte h um revezamento, o
que serve para fortalecer a coeso do
grupo.
Tenharim
Esses ndios costumam enterrar os mortos
debaixo dos pisos das casas. Acreditam
que o esprito permanece morando no local
e usando os utenslios que possua quando
era vivo.
Para pescar, os tenharins tm um hbito
curioso. Colocam dentro da gua um
Texto 21 / Diversidade tnica e cultural
 Diversidades e Trabalho 54
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pedao de madeira com o desenho dos peixes
que querem capturar. Fazem isso sempre
debaixo de rvores frutferas, mas acreditam
que a fartura da pescaria  explicada
unicamente pelos desenhos. Eles s no
pescam o boto e o peixe-boi, por serem considerados
alimentos tabu.
Ticuna
As meninas da tribo ticuna so submetidas
a um ritual de iniciao quando ficam
menstruadas. A festa sempre acontece na
lua cheia, que representa beleza, bondade
e sabedoria. Para essa comemorao, os
ndios, alm de enfeites para as virgens,
fabricam mscaras de monstros e macacos.
Um dos ndios usa uma mscara com
cara de serpente e incorpora o esprito do
principal personagem do ritual, um monstro
que vivia na gua. Durante os festejos,
o monstro faz gestos obscenos que divertem
a tribo. Ele tambm ronda o cubculo
onde a menina fica reclusa, batendo com
um basto no cho. Durante trs dias e trs
noites, ela  protegida por duas tias que
aproveitam o tempo dando conselhos: para
ser uma boa mulher ticuna, ela deve ser
ativa, trabalhadeira e respeitar o marido.
Tucano
Esses ndios so extremamente vaidosos.
Gastam dias e dias num grande esforo
para capturar aves de plumagens belas,
coloridas e variadas para fazer adornos.
Tambm gostam de modificar as cores originais,
dando comidas especiais para as aves
ou aquecendo as penas. Esse processo 
conhecido como tapiragem. Usam at duas
dezenas de aves para um nico adorno.
Diversidades e Trabalho  55
ndia pareci
Foto: Acervo Iconographia
21CA06TXT19P5.qxd 01.12.06 19:16 Page 55
Esses enfeites so utilizados em rituais e
aqueles que usam as peas mais bonitas so
muito prestigiados pela tribo.
Uaiuai
Fazia parte da cultura deles a troca de
mulheres capturadas de outras aldeias, consideradas
trofus de guerra. Com a chegada
dos holandeses que colonizaram o
Suriname, antiga colnia nas Guianas, os
ndios estabeleceram esse mesmo tipo de
relao, trocando mulheres por artigos
europeus. Os holandeses se utilizaram
dessa prtica para conseguir que os ndios,
em vez de trazer mulheres, capturassem os
escravos negros fugidos.
Uaiampi
Esse povo, falante de uma lngua tupi,
vive em ambos os lados da fronteira entre
o Brasil e a Guiana Francesa. Ali, cerca de
750 uaiampis ocupam o curso alto do rio
Oiapoque. No Amap, so cerca de 530,
distribudos em doze aldeias. Algumas
famlias uaiampis procedentes do rio Cuc
vivem hoje no Alto Peru do Leste.
No panorama da devastao social e
ambiental que atinge a maioria das reas
indgenas no pas, a atual situao dos
uaiampis, no Amap, representa um caso
privilegiado. Expulsaram todos os invasores
de sua terra, que eles mesmos demarcaram,
numa extenso de 603.000 hectares, e que
foi homologada em maio de 1996. Hoje
buscam alternativas de desenvolvimento
que garantam sua autonomia cultural e
seus direitos  explorao exclusiva dos
recursos de sua terra. Nesse processo criaram
um conselho de aldeias, o APINA. A
experincia de gesto das atividades de
Texto 21 / Diversidade tnica e cultural
 Diversidades e Trabalho 56
Menina caraj
Foto Reproduo-Museu Emlio Goeldi
21CA06TXT19P5.qxd 01.12.06 19:16 Page 56
produo e comercializao empreendidas
pelas diferentes aldeias por parte do APINA
vem tendo crescimento significativo ultimamente.
Nas festas de caxiri, as famlias de vrias
aldeias se reencontram para compartilhar
de um acervo cultural que os uaiampis
tm preservado e fortalecido ao longo desses
ltimos vinte anos de "contato".
A dana entre os uaiampis geralmente
est dissociada da alegria, acontece mais
em momentos de crise para aplacar a ira
de Ianejar  o grande pai  que sempre
ameaa destruir a humanidade.
O paj, como lida com foras sobrenaturais,
podendo atrair bons e maus espritos,
nesses perodos  sempre "vigiado".
A tribo teme que ele provoque problemas
desnecessrios.
Ianommi
Os ianommis abrem vrias trilhas
para ligar as diferentes aldeias com as reas
de caa, os acampamentos de vero e as
roas recentes e antigas. Eles fazem um
constante rodzio entre esses lugares e com
isso a floresta se recupera com rapidez.
Todos da tribo moram numa imensa
casa coletiva e as crianas ocupam um
lugar de destaque, suas necessidades so
prontamente atendidas e seus pedidos sempre
levados em conta. Embora haja um
intercmbio freqente de mulheres e produtos,
cada uma das aldeias tem completa
autonomia poltica e administrativa.
Esses ndios queimam os seus mortos e
comem as cinzas e acreditam que os espritos,
que podem ser bons ou maus, habitam
as plantas e os animais.
A reserva dos ianommis fica prxima ao
pico da Neblina, na fronteira do Brasil com a
Venezuela. Essa rea tem sido invadida por
garimpeiros atrados pelas grandes reservas
de diamante, ouro, cassiterita e urnio.
Zor
Os zors pertencem ao grupo lingstico
tupi e so herdeiros da tradio ceramista
desse povo. Usam tcnicas refinadas na
fabricao de peas ricamente adornadas.
Essa tribo foi descoberta em 1971, mas o
primeiro contato s aconteceu sete anos
depois e ainda hoje os zors vivem relativamente
isolados. Por seus traos delicados,
so considerados, segundo descrio
dos sertanistas, como os ndios mais bonitos
da Amaznia Ocidental.
Extrado do site www.ambientebrasil.com.br
Diversidades e Trabalho  57
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Quem poderia imaginar que uma pessoa
cega no s fotografasse como tambm
expusesse seus trabalhos numa mostra? Pois
o estudante Fernando Camuaso Segundo
realizou esse trabalho com grande
sensibilidade e pretende lev-lo adiante.
Diversidade de sentidos
TEXTO 22
 Diversidades e Trabalho 58
ESTUDANTE CEGO REALIZA
MOSTRA FOTOGRFICA
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Fernando  angolano. Ficou cego aos 4
anos, em conseqncia do sarampo.
Sentiu os horrores da guerra civil em
seu pas, est no Brasil h pouco mais de
cinco anos e tem um filho brasileiro. Estuda
como bolsista do curso de jornalismo em
Florianpolis, e se projetou ao se integrar 
disciplina introduo  fotografia, coisa
antes impensvel por se tratar de um cego.
No v nada, no lembra de nada antes
dos 4 anos. Mas sabe quando tem sol, sente a
luz, a claridade, at mesmo a neblina.
O nome, Fernando Segundo, se faz
necessrio numa cultura como a angolana,
em que o primeiro Fernando  seu tio. Mas
Fernando Camuaso Segundo j tem at
nome artstico  quer ser chamado de
Fernando Davaidade, por gostar tanto de
fotografar quanto de ser fotografado. Ele
classifica a prpria atitude como vaidade.
A boa luz
Para produzir suas fotos, Fernando
contou com a ajuda da professora Marina,
que conta: Na primeira sada para fotografar,
caminhamos pelo centro da cidade,
lado a lado. Eu descrevia o lugar por onde
passvamos. Ele fazia perguntas, como
sobre a altura do prdio, se havia janelas
abertas, quantas pessoas. Conseguia reconhecer
as nuances de claro e escuro e procurava
saber  por sua prpria sensibilidade
 luz  se aquele lugar tinha
iluminao suficiente para uma boa fotografia.
Tambm ramos guiados pelos sons
e cheiros que ele sentia. Todos os enquadramentos
foram feitos por ele. Eu apenas
arrumava o foco e fazia a leitura do fotmetro,
completa a professora.
Diversidades e Trabalho  59
Fotos: Fernando Camuaso Segundo
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Auto-retrato
A segunda sada foi localizada, a professora
descrevia e Fernando enquadrava e
fotografava. Nessa sada, ele quis se fotografar.
Montamos um trip, ele enquadrava,
se posicionava e eu apertava o boto.
Ele mesmo fez todas as ampliaes no laboratrio
com a ajuda de uma monitora, que
fazia o processamento qumico.
Fernando quer viabilizar sua exposio
de forma itinerante, em outras universidades
e espaos pblicos. Tambm sonha com
um outro projeto, de produzir cartes-postais
mostrando a sua viso sobre os pontos
tursticos da ilha.
Texto adaptado e editado por Pgina Viva, extrado do site
photos.uol.com.br/materia.asp?id
Texto 22 / Diversidade de sentidos
 Diversidades e Trabalho 60
Foto: Fernando Camuaso Segundo
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Diversidade cultural
TEXTO 23
A feijoada completa  o mais tradicional e apreciado prato
brasileiro. Nos seus ingredientes e modo de preparo ficam bem
claras as influncias das etnias que compem o nosso povo.
O PRATO DOS
SBADOS
Diversidades e Trabalho  61
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Texto 23 / Diversidade cultural
PARA O FEIJO
1,5 kg de feijo-preto novo
4 paios
2 lingias portuguesas
2 lingias calabresas
300 g de costelinha defumada
1 kg de carne-seca
300 g de lombinho de porco salgado
1 orelha de porco salgada (sem cartilagem)
1 lngua de porco salgada
3 folhas de louro
salsa e cebolinha
toucinho
1 cebola ralada
2 dentes de alho
sal (se precisar)
PARA OS ACOMPANHAMENTOS
2 maos de couve-manteiga
200 g de toucinho magro e gelado
6 dentes de alho
1 cebola
1 kg de arroz
leo
sal
12 laranjas-pra
250 g de farinha de mandioca crua
6 pimentas-malaguetas
azeite de oliva para macerar a pimenta
PREPARO NA VSPERA
Lave as carnes salgadas e tire a gordura visvel
com um faco. Coloque de molho em
gua fria, trocando de gua de quatro em
quatro horas.
Escolha o feijo. Se for novo, no precisa
deixar de molho.
Lave bem as folhas de couve e escorra.
Retire os talos mais grossos.
Seque a couve e guarde na geladeira em
sacos plsticos culinrios, bem fechados.
NO DIA, SEIS HORAS ANTES DE SERVIR
Coloque o feijo numa panela bem grande,
com bastante gua fria, para que no seja
preciso acrescentar mais. Ponha as folhas
de louro. Assim que ferver, diminua o fogo.
Enquanto isso, corte as carnes que ficaram
de molho em pedaos grandes ou, se preferir,
deixe-os inteiros para cortar depois.
Numa panela, afervente, trocando a gua
por trs vezes.
Tempere-as com alho, cebola ralada, salsa
e cebolinha picados, e refogue em um pouquinho
de leo.
Cubra com gua e cozinhe at as carnes
comearem a ficar macias.  medida que
forem ficando cozidas (costelinha e lombo
amaciam logo), retire com a escumadeira
e reserve.
Quando o feijo comear a amaciar, junte as
 Diversidades e Trabalho 62
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carnes cozidas e as defumadas, e cozinhe,
mexendo de vez em quando, at que carnes
e feijo fiquem no mesmo ponto, macias e
com um caldo grossinho e brilhante.
Ateno, se precisar juntar mais gua no
feijo, ela deve ser filtrada e fria. gua clorada
deixa gosto.
Pique o toucinho em cubinhos de 0,5 cm e
derreta na frigideira em fogo baixo, com
um pouco de leo. Retire-os com a escumadeira
e reserve a gordura, deixando apenas
2 colheres (sopa) na frigideira.
Doure 2 dentes de alho bem picados nessa
gordura, acrescente a cebola ralada, refogue
e despeje no feijo. Experimente o sal
e corrija se for necessrio.
Deixe apurar.
PREPARE OS ACOMPANHAMENTOS
Caldinho de feijo
Separe algumas conchas de caldo de feijo,
passe por peneira e sirva como aperitivo,
acompanhando um copinho de boa cachaa.
Molho de pimenta
Corte, pique e amasse as pimentas com
azeite e reserve numa cumbuquinha.
Couve (1a parte)
Corte a couve bem fina e os dentes de alho
em cubinhos bem pequenos.
Ponha um pouco da gordura do toucinho de
volta na frigideira, aquea e frite o alho at
dourar. Retire com a escumadeira e reserve.
Salada de laranja
Descasque as laranjas, tirando toda a pele
branca. Corte-as em fatias finas, desprezando
o miolo e as sementes.
Arroz
Meia hora antes de servir a feijoada, prepare
um arroz bem soltinho. Enquanto ele
cozinha, refogue a couve.
Couve (2a parte)
Na mesma gordura que sobrou da fritura
do alho, refogue parte da couve; assim que
murchar, v reservando numa travessa,
procurando mant-la quente. Proceda assim,
colocando gordura e refogando a couve
aos poucos, at terminar.
PARA SERVIR
Retire as carnes da panela, bem quentes, e
coloque-as em uma travessa pr-aquecida.
Voc pode deixar as carnes inteiras ou fatilas,
como preferir.
Regue as carnes com o caldo de feijo bem
quente e sirva o feijo em cumbuca separada.
Tempere a couve com sal, misture, distribua
os pedacinhos de toucinho e alho fritos
por cima.
Sirva a feijoada com o arroz, a couve, a
laranja, a pimenta e a farinha.
Dica importante
A feijoada pode ser cozida na vspera,
mas deve ser temperada no dia.
Diversidades e Trabalho 63
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Expediente
Comit Gestor do Projeto
Timothy Denis Ireland (Secad  Diretor do Departamento da EJA)
Cludia Veloso Torres Guimares (Secad  Coordenadora Geral da EJA)
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Unitrabalho)  UNESP/Unitrabalho
Diogo Joel Demarco (Unitrabalho)
Coordenao do Projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Coordenador Geral)
Diogo Joel Demarco (Coordenador Executivo)
Luna Kalil (Coordenadora de Produo)
Equipe de Apoio Tcnico
Adan Luca Parisi
Adriana Cristina Schwengber
Andreas Santos de Almeida
Jacqueline Brizida
Kelly Markovic
Solange de Oliveira
Equipe Pedaggica
Cleide Lourdes da Silva Arajo
Douglas Aparecido de Campos
Eunice Rittmeister
Francisco Jos Carvalho Mazzeu
Maria Aparecida Mello
Equipe de Consultores
Ana Maria Roman  SP
Antonia Terra de Calazans Fernandes  PUC-SP
Armando Lrio de Souza  UFPA  PA
Clia Regina Pereira do Nascimento  Unicamp  SP
Eloisa Helena Santos  UFMG  MG
Eugenio Maria de Frana Ramos  UNESP Rio Claro  SP
Giuliete Aymard Ramos Siqueira  SP
Lia Vargas Tiriba  UFF  RJ
Lucillo de Souza Junior  UFES  ES
Luiz Antnio Ferreira  PUC-SP
Maria Aparecida de Mello  UFSCar  SP
Maria Conceio Almeida Vasconcelos  UFS  SP
Maria Mrcia Murta  UNB  DF
Maria Nezilda Culti  UEM  PR
Ocsana Sonia Danylyk  UPF  RS
Osmar S Pontes Jnior  UFC  CE
Ricardo Alvarez  Fundao Santo Andr  SP
Rita de Cssia Pacheco Gonalves  UDESC  SC
Selva Guimares Fonseca  UFU  MG
Vera Cecilia Achatkin  PUC-SP
Equipe editorial
Preparao, edio e adaptao de texto:
Editora Pgina Viva
Reviso:
Ivana Alves Costa, Marilu Tassetto,
Mnica Rodrigues de Lima,
Sandra Regina de Souza e Solange Scattolini
Edio de arte, diagramao e projeto grfico:
A+ Desenho Grfico e Comunicao
Pesquisa iconogrfica e direitos autorais:
Companhia da Memria
Fotografias no creditadas:
iStockphoto.com
Apoio
Editora Casa Amarela
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
(Cmara Brasileira do Livro. SP, Brasil)
Diversidades e trabalho / [coordenao do projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu, Diogo Joel Demarco,
Luna Kalil]. -- So Paulo : Unitrabalho-Fundao
Interuniversitria de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho ;
Braslia, DF : Ministrio da Educao. SECAD-Secretraria
de Educao Continuada, Alfabetizao e Diversidade,
2007, -- (Coleo Cadernos de EJA)
Vrios colaboradores.
Bibliografia.
ISBN 85-296-0055-X (Unitrabalho)
ISBN 978-85-296-0055-0 (Unitrabalho)
1. Diversidade do trabalho 2. Livros-texto
(Ensino Fundamental) I. Mazzeu, Francisco Jos
Carvalho. II. Demarco, Diogo Joel. III. Kalil, Luna.
IV. Srie.
07-0407 CDD-372.19
ndices para catlogo sistemtico:
1. Ensino integrado : Livros-texto :
Ensino fundamental 372.19
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